quarta-feira, 13 de abril de 2016

O MERCADINHO DA VIZINHA: Divagações sobre a realidade.

Muito serviço, horários a cumprir e ponto para assinar; qualquer atraso é descontado do meu salário.

Ufa!

Filhos para sustentar, colégio para pagar pois o ensino público está um caos... o médico não perdoou a gripe da minha filha menor e aplicou remédios caríssimos, a farmácia do estado não disponibiliza esses medicamentos. O filho maior necessita de um tênis pois o atual está velho e rasgou o solado. Meu salário só aumenta com o mínimo. Opa! O mínimo! Eu ganho um salário que é mínimo, será que alguém vive com salário menor?

Puxa vida o meio dia é horário de almoço, planejamento de assuntos familiares, conversas com a mulher e as crianças e ainda tenho que quebrar minha cabeça com a Declaração do Imposto de Renda; haja tempo!

Sem carro, pois isto é luxo em demasia para quem, mesmo trabalhando de “sol a sol”, não tem orçamento suficiente; mal disponibilizo parcela do salário para pagamento do aluguel, que é “sagrado” e inalienável. Impossível ter um carro!

Me esforço para não errar as informações ao fisco, afinal as multas são pesadas e qualquer omissão, mesmo por erro, é imperdoável; imediatamente, qualquer fiscal, aplica multas pesadíssimas e fica-se com a pecha de sonegador, má fé e outros itens do dicionário que serviria àqueles que realmente lesam ou cobram impostos pesadíssimos mascarados pela fantasia de “Imposto sobre a Renda”. 

Mas meu salário não é renda!!!! 

Já nem posso considera-lo salário, quanto mais renda. Enfim; manda quem pode, obedece quem precisa” pois a vizinha do mercadinho foi multada em 120 mil reais e teve que ouvir até desaforos do fiscal da fazenda que a intitulou de sonegadora; disse inclusive que a mulher teria alterado documentos para se safar do imposto. 

A realidade? 

A realidade é que o contador cometeu um erro que beneficiou o próprio governo. Fez uma firma para o mercadinho com um documento de compra de posse do imóvel assinado pelo vendedor que já havia feito um documento anterior vendendo o imóvel para a senhora do mercadinho, pessoa física. Rasgaram o documento de venda para a senhora e fizeram outro vendendo o imóvel para a firma. Nada mais correto pois a firma é da dona do mercadinho e foi ela que comprou o terreno; por que não pode fazer a firma e colocar o terreno em nome dessa firma? Pode! Só que se o fiscal achar que é maracutaia...ferro no contribuinte. 

Foi o que aconteceu com a senhora do mercadinho!

Como são documentos de posse, uma vez que os terrenos não estão regularizados pelo governo municipal, ficam na gaveta. Rasgou-se um e fez-se outro para regularizar a firma como empresa. Não deu outra! Uma "baita" confusão! Só faltou a parafernália dos carros de polícia, o resto o fiscal se encarregou de fazer. 

Enquanto isso, mais acima, a bandidagem traficando drogas, vendendo e comprando terrenos, carros e tudo àquilo que o fiscal não vai coibir. 

Será que ele tem medo de subir mais alguns metros morro acima?

Mas está difícil a concentração com o vizinho de uma casa a 100 metros da casa que alugo, ouvindo(?) um som absurdamente alto! 

Será que colocou potentes alto-falantes nas janelas? É o que parece. Músicas (?) ou melhor, pornografias, aos urros entremeadas por um som estridente e desafinado (chamam isso de funk?) que, perpassa os tímpanos; assim não é possível se pensar!!!

O remédio é solicitar auxílio às autoridades, afinal pago imposto...

Alô é da Polícia Militar?...

“Senhor, a cidade está infestada de gente ouvindo músicas; nada podemos fazer! E também não temos viaturas disponíveis. Lamento”.

Mas não são músicas! É pornografia pura, incitação ao crime, afronta às autoridades e ameaças a polícia! Em altíssimo som, estridente, aos berros, uivos e até sons de metralhadora!

“Sinto muito senhor...nada podemos fazer. Se houvesse possibilidade eu até iria com uma viatura ao local, mas chegando lá desligariam os aparelhos e quando eu saísse retornaria tudo novamente; inclusive podendo haver represálias contra o senhor”.

Mas... e a lei?

“Boa pergunta meu senhor; a Polícia está de mãos atadas para tudo e não só para as transgressões referentes ao som alto; prendemos um bandido hoje e amanhã estamos recebendo tiros, até de metralhadora, do mesmo bandido; ontem mais outro colega foi baleado”...

Muito obrigado pela sua atenção policial.

Tento me concentrar e milagrosamente o som dá uma trégua; que alívio!

Vou à janela pois parece que ouvi tiros! Bem... tiros já é coisa rotineira de se ouvir; mesmo nós moradores de um bairro que já foi “chic” e tem uma Universidade Federal e um Batalhão da Polícia Militar como referência.

Como não é possível ver as balas perdidas ou endereçadas o melhor é ter prudência, mas não pude furtar-me de ver o carro luxuoso, zerinho, zerinho, ter sua porta aberta pelo traficante que ouvia o som estridente agora a pouco.

Que carrão!
Puxa esses camaradas têm um vidão! Carrão, roupa de grife, correntões de ouro no pescoço (ahh isto eu até dispensaria!). E sem necessidade de cumprir horários (!); ou melhor, eles nem trabalham... E que som potente o camarada comprou!...

Xiiiiiiiiiii vai explodir os ouvidos, o som do carro também é absurdamente alto! Treme tudo...

Aaaaah o som dos tiros? Era a "música"!

Chega de divagação, tenho que concluir as contas do Imposto de Renda e já está na hora do turno da tarde...


Mulher!!!

terça-feira, 5 de abril de 2016

QUEM PERDEU?

Já escrevi que o mundo é dos vivaldinos; daqueles que ignoram a ética, que ignoram o outro, que desconhecem o que é alteridade.
A sociedade está podre pela sua composição essencial: O homem.
Não temos desculpas; chega de contemporizações; chega de delegarmos responsabilidades a outrem; chega de esperar que os céus nos salvem; chega de incomodar a Deus!
Resolvam seus problemas humanos, se puderem, pois a podridão não enseja restauro.
Estamos condenados à miséria humana pelas nossas próprias mãos. Deus está fora disso!
Não levantem as mãos para o Céu; não façam orações miseráveis implorando a salvação; nós já crucificamos O Filho!
Estamos sós e sem desculpas! Sartre tinha razão: Estamos condenados a ser livres. Façam o que quiserem, pois já o fazem; pois já fazemos; pois sempre faremos. Mas, pelo menos, mudem as ações e tenham um pingo de ética daqui para a frente.
Mas, se me perguntarem se eu acredito nesta mudança, direi convictamente que Não!
Essa é outra condenação, por nós mesmos, a nós, imposta: Coisa alguma irá mudar na existência humana e na sua organização social. Hobbes popularizou a sentença de Plauto que também tinha razão: "Lupus est homo homini non homo". Portanto, o homem será sempre o lobo do homem!
Pensei em uma oração para me redimir: Perdõe-me Deus pelos erros que cometi; pelas más ações, pelo tempo perdido... mas desisti quando uma vóz interior, como a um Daimom Socrático, ecoou profundamente em minh'alma inquirindo-me: "Quem perdeu?"


segunda-feira, 7 de março de 2016

RESGATE HISTÓRICO - A 2ª GUERRA

Entre tantos homens que lutaram e morreram na 2ª Guerra Mundial, alguns deles, posteriormente, se destacaram como personalidades famosas:
Desses destaquei 10 reconhecidos atores e que apresento com as informações pesquisadas por André Luiz, ex-militar do Exército, que estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra:
 Lee Marvin 
1. Audie Murphy – Ator – alistou-se na infantaria estadunidense aos 18 anos e participou ativamente de 9 campanhas na África, Sicília, Itália, França e Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.
2. Lee Marvin – ator – Alistou-se na Marinha dos Estados Unidos em 1943 e lutou no Pacífico sul, sendo ferido na Batalha de Saipan. Foi condecorado com a Purple Heart, por ser ferido em combate.
3. Charles Bronson – Ator – Foi artilheiro de Cauda e instrutor de tiro na USAAF durante a Segunda Guerra. Ele completou 25 missões e foi premiado com a Purple Heart.
4. Ernest Borgnine – ator – Foi artilheiro da Marinha entre 1935 a 1945, servindo ao Exercito Estadunidense no Pacífico Sul durante a segunda Guerra Mundial.
5. Clark Gable – ator – Foi artilheiro avião B-17. Graduado como segundo-tenente pela Escola de Oficiais em Miami. Adolf Hitler era fã de Clark Gable e, ao saber que fora enviado para a Europa, ofereceu uma grande recompensa a quem conseguisse capturar o ator e levá-lo vivo ao Führer.
6. Henry Fonda – ator – Serviu a Marinha dos estados unidos como contramestre de terceira classe no Pacífico Sul. Depois foi promovido a Tenente Júnior. Antes do embarque ele já havia atuado em mais de 20 filmes.
7. Charlton Heston – Ator – Em 1944, largou os estudos e se alistou na USAAF, serviu como operador de rádio de bombardeiros B-25 nas Ilhas Aleutas. Atingindo a patente de sargento e nesta mesma ilha e período, se casou com uma colega de faculdade.
Jack Palance
8. Jack Palance – ator – Serviu aos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial como piloto de bombardeiros.
9. Paul Newman – Ator – Serviu na Marinha dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial no teatro do Pacífico. Desejava ser piloto, mas por ser daltônico, recebeu uma formação complementar como um operador de rádio e artilheiro. Voou como um artilheiro de torre num bombardeiro. Como um operador de rádio-artilheiro, ele serviu a bordo do USS Bunker Hill durante a batalha de Okinawa, 1945.
10. Mickey Rooney – ator – serviu ao Exército dos Estados Unidos, na Europa. Rooney foi treinado para ser um franco atirador, mas foi designado para dar reforço moral ao longo das linhas de frente.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O OUTRO!

Num momento político como o atual, em que nosso País atravessa mais outro período tumultuado e a Nação sofre os danos da irresponsabilidade, tanto as emoções como a racionalidade nos obriga a protestar contra todas as mazelas que acontecem e provocam dissabores aos cidadãos de bem.
Mas, mesmo indignado com a irresponsabilidade de políticos e lutando para que sejam punidos pelos crimes que cometem, não posso esquecer que estamos de passagem, num trânsito existencial, e que o Criador deu-nos a liberdade para refletir e decidir o nosso "que fazer".
Essa liberdade faz-me parar agora e orar: "Obrigado Meu Deus, por existir, por estar aqui, por ter forças, por ter meus filhos hígidos e na busca de seus ideiais; obrigado pela presença constante do espírito que me guia e que na terra me concebeu. Obrigado por não ter ficado sozinho; não ter lutado sozinho; não ter sofrido sozinho; não ter tido alegrias como um eremita, pois a presença do outro nos completa como ser humano.
"Obrigado por me fazer Crer; no mundo, na possibilidade dos homens serem bons; na pujança do meu País (sem esquecer os demais); na existência humana e na minha condição de espírito emanado pelo Criador. Obrigado por me fazer acreditar que Jesus Cristo foi mais do que um homem que aqui esteve, aqui lutou, aqui sofreu e aqui se alegrou; e que sua morte não foi em vão; obrigado por ser Ele meu amigo, meu irmão e conselheiro em todos os meus momentos de reflexão".
Credo in Iesum Christum!

sábado, 23 de janeiro de 2016

Ó MEU DEUS, PARECE QUE FOI ONTEM!

Muitos anos se passaram..... a maioria dos meus ex-alunos eram sómente óvulos, quizá nem isto. Despontava a primavera da primavera dos meus 13 anos e eu ganhei um presente de mim mesmo.
Uma conquista!
Sim, uma conquista: Visitar uma empresa que eu admirava muito.
Desde quando iniciei na profissão de radialista, como aprendiz de "Técnico de Som" (aos 11 anos, perseguindo os passos de meu pai que foi Jornalista e Radialista) eu almejava trabalhar numa das maiores Emissoras de Rádio do País e a maior do Rio Grande do Sul. Para mim aquela Rádio era mágica; algo indescritível para poder traduzir em palavras e visita-la, conhecer seus stúdios, as pessoas que lá trabalhavam, consistia em um presentão de desaniversário.
Eu fui assim: Amava e me apaixonava por coisas que outros não dariam a menor importância. Me apaixonei por quase todas as profissões que exerci. Ainda sou apaixonado pelo Rádio! Ainda sou apaixonado pelo Exército Brasileiro!
Mas este texto ficará muito longo se eu me deixar levar pelas memórias nesse transito pelo passado, por isso vamos resumi-lo.
A Rádio que eu me apaixonei (das tantas que me despertaram este sentimento egoista) era a antiga Rádio Farroupilha, com aquela maravilhosa antena onidirecional instalada depois da ponte elevadiça, na Ilha da Pintada (hoje pertence à Rádio Gaúcha, da RBS) na atual Grande Porto Alegre no Rio Grande do Sul, minha terra natal.
A Rádio Farroupilha, nos velhos e bons tempos, tinha um "Cast" teatral de primeira grandeza e estava com seus Stúdios instalados na Galeria do Rosário, 22º andar. Naquele dia, dos meus 13 anos, eu lá estava em visita, pela mão de meu pai, e naquele horário, quando lá chegamos, estava "No Ar" uma Rádio-novela. 
As Rádios novelas tinham grande audiência, era o que mais despertava a atenção do público. Mais do que as atuais novelas de televisão! Havia um misto de atenção, emoção, criação e o despertar do imaginário das pessoas. Atentas ao lado do aparelho de rádio, com os ouvidos colados, num misto de emoção e criação. Maravilhoso! A Rádio-novela era escrita por determinado autor que dava inicio ao processo de criação, mas a obra teatral tinha outras variáveis e, uma delas, era o ouvinte. Ele, ouvinte, é que na sua subjetividade, dava o desfecho final para a obra, contribuindo com o processo que iniciou com a obra aberta. Uma obra de arte é sempre aberta; aberta às interpretações. E a Rádio-Novela foi, sem dúvida, uma Obra de Arte das mais importantes para o processo criativo.
A Rádio Farroupilha tinha como Rádio Operador e Sonaplasta daquelas Rádio-novelas Victor Stob, de quem eu era fã e admirador. Aquele profissional, que deveria ter alguns cabelos brancos na sua careca, tinha uma capacidade incrível como operador de som, manusenado as antigas mesas e seus "Garrards" acoplados.
Victor Stob nem sabe que eu existi, fomos apresentados quando ele estava na mesa de som, mal me olhou e continuou seu trabalho, que exigia atenção (naquele tempo a profissão era levada a sério). Eu era um garoto e fiquei admirando o trabalho e, com uma boa inveja, comecei a aprender olhando, talvez até imitando.
Do outro lado estava o que se chamava de "Stúdios", com aquela luz vermelha na porta e o alerta: "No Ar"; ou seja, não entre, não abra a porta, não faça barulho. Naquele "stúdio" o "Cast" Teatral desenvolvia uma rádio-novela, escrita por Janete Clair. A "característica" principal daquela rádio-novela era uma das melhores músicas de Tchaikovsky (vocês poderão ouvi-la no vídeo abaixo) "Concerto nº 1 para Piano em Sib menor Op.23". Pois esta música me levou ao passado recente, me fez dormir ouvindo clássicos e me fez escrever este texto para vocês meus tantos amigos pessoais e virtuais que, mesmo pecando pela omissão, cito alguns com quem convivi: Adriana; Viviane; Ronaldo; Wandinho; Luiz Carlos, mineiros que tenho muito apreço e que ao citá-los estendo à todos àqueles ex-alunos e ex-colegas da Faculdade de Direito das Minas Gerais, "que tanta saudade me traz":

"Ó linda Minas Gerais
Paraíso do diamante
Eu não esqueço jamais
Lembro você tão distante
Adeus ó Belo Horizonte
Eu disse na despedida
Meus Deus parece que foi ontem
Que eu de lá fiz a partida" (Teixeirinha)


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

VAMOS ACORDAR?

Toque da Alvorada
Acordo pela manhã, bem cedo, talvez inconscientemente lembrando o Clarim tocar Alvorada e penso que poderíamos ter mais um chance; só mais uma. Começar de novo!

Certamente que eu iria repensar algumas coisas; todos nós repensaríamos.

É, ... todos nós!

Não sou tão egoista assim, eu gostaria de uma nova chance com todos nós, juntos, afinal eu nada seria se não fosse com vocês.

Sim, .. vocês que fazem parte deste mundo que nós ao mesmo tempo que nos fazemos, fazemos o mundo. Este mundo!

Mas o que eu repensaria? O que nós repensaríamos?

Eu gostaria de ouvir tocar novamente o Clarim da Alvorada; ter o viço daquela juventude para fazer o que não foi feito; a tranqüilidade e a boa ingenuidade da pós adolescência; o fogo, a garra, a energia, a paixão e talvez até a inconseqüência, que nos fazia homens sem medo.

Quando lembro, e eu ainda lembro, do trânsito, passo a passo, dos percalços, dificuldades, barreiras; de portas fechadas e de caminhos que pareciam infindáveis, lembro também do que disse Heráclito: "Tudo flui e nada permanece; tudo se afasta e nada fica parado.... Você não consegue se banhar duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo.... É na mudança que as coisas acham repouso...."

Pois, então, neste repouso de hoje, onde as mudanças acontecem e o que dói vai sarar e o que é bom pode piorar é necessário olhar para a frente pois o Clarim não vai tocar; a Alvorada já se foi e o que resta é andar em frente. É nesse trânsito existencial que caminhamos todos juntos; uns mais para trás outros mais à frente mas ninguém, ninguém mesmo, deixa de seguir o seu percurso. É por isso também que não posso esquecer do provérbio latino: "Praeteritum tempus umquam revertitur" ou Tempo perdido não se recupera!

Não podemos perder tempo! Mas podemos relembrar; e na lembrança o Clarim toca e aprimora o pensamento: "O difícil se faz agora, o impossível logo a seguir".

É isso mesmo! Lamentações não devem ser nossa máxima e o que passou foi a melhor coisa de nossas vidas mas, nossas vidas, ainda não estão completas, é preciso mais.

A cada passo dado uma pedra do quebra cabeças se assenta em seu lugar; o lugar certo, e único.

Quando o Clarim tocar, não será mais o Clarim da Alvorada de ontem. Sempre existirá uma nova Alvorada!

Vamos acordar?

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O CAMINHO

"A mais dura batalha dessa guerra rotineira é vencer a si mesmo; desvencilhar-se da negatividade, do ego, da usura, do medo, da posse, do ódio. Àqueles que a isso superarem terão, enfim, suas vidas livres das amarras fatídicas que os amordaçam e sufocam; esse caminho livre abrirá as portas da felicidade e do amor, onde encontrarão os meios afortunados da plena existência, em que a razão e a emoção se encontram." 


(Irapuan Teixeira, parte do texto "Começar de Novo", publicado no Blog do Ira em julho de 2013
 )

sábado, 3 de outubro de 2015

É PRECISO CORAGEM

O tema existencialismo não está na "boca do povo" e por isso aborda-lo muitas vezes torna-se enfadonho para àqueles que não estão familiarizados com a filosofia; entretanto, é sempre bom comentar "en passant" fragmentos amenos, próximo à popularidade.


Deparei-me hoje com uma cena já normal nas grandes capitais: A sarjeta e o caos onde habitam humanos sem rumo, sem norte, à margem do que se convencionou chamar de sociedade; vítimas de si mesmo; entregues à ruína da exaustão existencial; presos à ilusão de drogas e à necessidade da compaixão do outro. À beira do abismo!

Fiquei a pensar...

O que leva o indivíduo a desgostar de si; a entregar-se ao nada; a debruçar-se sobre a lama e a imundície desse lodo desumano que lhes esfacela o corpo, inutiliza sua alma e o desliga do seu próprio Ser, desalojando-o do seu espírito?

Por que essa alienação da vida; o corte do ínfimo fio que o ligaria a uma história comum de todos os humanos; à opção insana pelo mais profundo e escuro oceano do vazio existencial?

Se nem mesmo esses humanos que vagam pela escuridão da vida se revelam a si, certamente que mudos estarão a qualquer desses questionamentos.

Mas a existência não é muda; a filosofia não é muda; a razão não é muda; a reflexão não é muda; o mundo não é mudo e a sociedade não deveria ser muda, embora se cale!

Não há desculpa para o culpado e o júri um dia aplicará uma sentença, pois a Lei deve ser cumprida, aqui e acolá.

E qual a Lei que irá punir àquele, àquela, e todos os culpados pelos zumbis que se acotovelam, se esbarram entre si e entre outros, na escuridão de uma existência insana que lhes foi imposta por um determinismo que não escolheu?

Quando nos deparamos com a miséria insana de corpos que se vendem, que se alugam e que se dão, uns aos outros, na podridão da alienação por fraqueza, ou por insanidade, escondendo-se numa tragada de crack ou qualquer outra ilusão que lhes satisfaça o nada existencial, perguntamos se não haverá dentre todos nós responsáveis pelo caos que se instalou numa sociedade que se quer humana?

A cada passo dado, um aqui e outro acolá, as vidas se instalam em ventres diversos e o mundo é alimentado segundo a segundo com seres humanos que ao acaso habitam e desabitam um plano existencial. Os olhos da sociedade ficam cegos a esse vai-e-vem e na imensidão do tempo, que nos contempla, transitamos pela existência como se dela e nela somente o acaso fosse a razão. Não nos perguntamos por que um ventre viciado, alienado e jogado na sarjeta das drogas e do mundo é habitado por outro Ser que o mesmo caminho seguirá. Somos solidários com a miséria humana e ainda temos desculpas religiosas para o submundo social que à margem, e marginalizado, sustenta o “status quo” dessa “divina comédia”.

É de se perguntar: Por que e para que filhos do submundo?

Para que espíritos aqui venham cumprir sua missão; mesmo que seja a de viver como zumbis?

Não mais me serve essa teologia da necessidade espiritual; o que está a me parecer como desculpa para excluir-se da responsabilidade de um mundo insano.

É por isso que fica dificílimo ser um existencialista e ao mesmo tempo um Cristão. É preciso ter muita fé para ser existencialista e olhar profundamente para esse mundo que aí está, e que nele estamos, e apenas contempla-lo, deixando seguir seu curso como se nada fosse de nossa responsabilidade, a não ser, eximir-se da culpa.

Vamos ao processo de alteridade: Eu não queria ser como esse outro, mas colocando-me no lugar desse outro, vejo-me inerte para gritar por socorro, embora esteja com a mão estendida para que me tirem dessa lama.

Até quando?

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O CRIME COMPENSA!

Pelo que se observa no mundo inteiro, o crime compensa! Vejamos um dos mais ousados cometidos contra a população desavisada: A venda de Óleo de Canola nos super mercados.

A população inteira, induzida pela propaganda, passou a escolher nos super mercados àquele produto que se apresenta como o mais saudável. Uma questão óbvia! Necessitamos consumir o que é melhor para o nosso corpo físico. Em função disso ao procurarmos um Óleo de cozinha que mais se adapte ao nosso organismo, não causando problemas como os recorrentes infartos, causado pelo acúmulo de gordura nas artérias e pela formação de um coágulo em cima desta placa, entre outros fatores, lançamos mão do produto mais recomendado pelas autoridades; e o que apresentam-nos? O Óleo de Canola!
Embalagem de Óleo de Canola
Recomendado pela Associação dos Cardiologistas, inclusive com inscrição constante nos rótulos; destacam-se ainda mais outros indicativos que levam o consumidor a ter "fé" no produto: ômega 3; Sem Colesterol e Zero por cento de Gordura Trans. Pronto; mercadoria comprada!

Mas o que é Canola e àquela florzinha amarela que aparece nos rótulos bem elaborados da mercadoria?

Em primeiro lugar, ao contrário do que a propaganda induz, a Planta Canola, com àquela aformoseada florzinha amarela, não é uma planta e àquilo que a indústria tenta nos fazer crer é uma mentira criminosa, pois Canola não existe e é somente um nome comercial; na verdade a sigla de Canadian Oil Low Acid, o que significa, "Azeite Canadense de Baixo Teor de Ácido".

Colza
Em segundo lugar, a florzinha amarela do rótulo das embalagens do Óleo de Canola não é uma planta chamada Canola e sim uma outra planta, híbrida, chamada "Colza" e que também não existe na natureza; ela é produto do cruzamento de várias outras subespécies, de uma mesma família, e que resulta, por ser hibridizada, em uma nova espécie.

Fosse essa nova espécie resultado positivo para a natureza humana poderíamos nem estar escrevendo este artigo, mas não é! A Colza, resultado da pratica de transformar a natureza, não trouxe benefícios e sim enganos propositais gerados pela indústria, que tem como única preocupação acumular lucros e dividendos para seus acionistas majoritários e pouco se preocupa com a saúde humana; mesmo porquê seus idealizadores e os grandes afortunados não utilizam esses produtos que vendem.

Plantação de Flor de Colza
O resultado desse processo híbrido é uma planta nociva ao homem pois os genes criados artificialmente nos laboratórios resistem a pesticidas altamente danosos para tudo que não contém esse gene específico,com resistência aos pesticidas que, em grandes dosagens, são necessários ao longo do seu ciclo; logicamente que esses pesticidas são armazenados nos lipídeos (no Óleo) da planta, que depois será usado nas cozinhas. O ser humano não tem imunidade à pesticidas, muito menos aos mais poderosos e que são usados em abundância no Brasil.

Canola não existe! 

Colza é uma florzinha amarela híbrida, que também não existe na natureza!

Dessa florzinha híbrida é extraído um óleo que foi apelidado de Canola pela industria que o produz e comercializa.

Indústrias
Plantas geneticamente modificadas é um engenhoso processo que visa a garantir lucros e dividendos às grandes indústrias e aos grandes investidores através da venda à uma população incauta e à países governados por políticos descompromissados com a sua própria Nação e que são, além de vendilhões da Pátria, corruptos, corruptores e criminosos pois não considerar como prioridade máxima a saúde de um povo é, certamente,o mais hediondo dos crimes.

Finalmente, como este não é um artigo científico, evidentemente existem discussões acaloradas sobre o assunto; outras e novas versões que, ao bom leitor, recomenda-se a leitura para análises, comparações e discussões críticas de cunho científico, devem ser procuradas.

O povo incauto necessita de que àqueles que têm acesso à informação lhes divulgue no mínimo o que se aproxima do verdadeiro, a verosimilhança. É o que fazemos agora. De resto, as discussões científicas não devem ficar no forno hermético de certos pseudo-deuses do conhecimento pois conhecimento hermético não é conhecimento e destina-se apenas ao ego de autores de teses mortas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O BRASIL ESTÁ EM PERIGO!

A família é a base mais importante do ser humano; o esteio forte e firme que mantém o norte devido para o desenvolvimento de um percurso reto na vida social e existencial. 



No momento em que o estado se prostitui, por conta de governantes ilegítimos e fraudadores do conceito de nação; na hora exata em que espalha-se pelo país a ideia de que o mais importante é manter os interesses de pequenos grupos que se juntam por conta da sua significativa disfunção psicológica impondo atitudes em detrimento do laço mais importante de um homem; quando a dignidade não tem mais importância e a podridão da sarjeta se apresenta como norma que tentam impor a todos, o sorriso esvai-se da face daqueles que um dia lutaram pela decência, pela paz, pela integração dos seres e pelo verdadeiro amor, que exclui a lascívia, agora sendo imposta por escrotos travestidos de juristas que tentam exterminar também essa nação adormecida. O BRASIL ESTÁ EM PERIGO!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

HOMENS DE HONRA

Na sociedade atual a honra está fora de moda; é comum os jovens-homens se vangloriarem de feitos absurdos, mesquinhos, anti-éticos e ainda assim acreditarem-se acima daqueles que postulam pela seriedade; estes chamados de "babacas".


Infelizmente a causa dessa disfunção ética está na educação; não àquela que atribuíram à escola, mas sim, à educação da família; de pais e mães que deveriam ser responsáveis pelo norte que todo jovem deveria ter.

O mundo moderno é recheado de opções à quem quiser desfrutar de uma existência digna, repleta de saberes provindos do conhecimento que não deveria ser objeto meramente do senso comum e da vulgaridade.

A tentativa dos país modernos em serem corretos para com seus filhos, deixando-lhes as opções mais variadas, fez com que possibilitassem à esses jovens uma ampla liberdade, esquecendo-se de que a não indicação de um caminho correto à trilhar possibilitaria à muitos optarem por atalhos que levariam à libertinagem e ao desencadeamento do rompimento do ínfimo fio moral moral que ainda poderia liga-los aos genitores.

Hoje, os jovens-homens estão sem rumo, sem norte, reféns de uma sociedade perdida na imensidão de fazeres anti-éticos e vulgarizados por àqueles que nunca receberam atenção devida no momento primeiro da educação: a família.

Essa vulgarização teve dois momentos decisivos para se manifestar: na música e na moda. 

Jovens-homens com calças arreadas com a "bunda" à mostra ou com os órgãos genitais em manifesta agressão aos costumes decentes como se quisessem a todo instante proceder ao coito ao avistar a primeira fêmea. 

De outro lado as jovens-mulheres que, na falta de um aformoseamento mais em destaque na moda, por parte da natureza, se lançaram ao que se costuma chamar de "turbinagem". Turbinam bundas, seios e tudo o mais que se possa imaginar na ânsia de se ver em destaque para o macho ou, para a fêmea. 

A moda, se é que se pode chamar de moda o que se vê hoje em dia, aprimoram a indecência. 

São calças "legs" tão rentes ao corpo que é impossível acreditar-se que estão vestidas. Além do mais, essas vestimentos, auxiliam-nas a corrigir suas imperfeições. Como objetivo é mesmo o material, se vendem como mercadorias expostas em prateleiras. 

Mas vendem gato por lebre; uma vez que seu aformoseamento é falso.

Por sua vez as músicas, que são hoje em dia indiscutivelmente a criação mais medíocre que se tem conhecimento na história, apela para a vulgarização humana confundindo Ser e Ter e, com isso, transformando o ser existente em mercadoria de consumo. 

São "funks" ou vá lá o nome que derem, que misturam bandidagem, crimes, sexo e vulgarização máxima do corpo feminino. Senão, vejamos a letra de uma música, composta e interpretada por uma "artista" das mais conhecidas e divulgadas por Rádios, TVs, Jornais e Revistas, das maiores empresas de comunicação de nosso país; seu nome: Valesca "Popozuda", acompanhada por um outro "músico" de nome "Mr. Catra". 

Nome da música: "Mama", ei-la:
(Valesca)
Muita polêmica, muita confusão
Resolvi parar de cantar palavrão
Por isso, negão, vou cantar essa canção...
Quando eu te vi de patrão, de cordão, de R1 e camisa azul
Logo encharcou minha xota e ali percebi que piscou o meu cu
Eu sei que você já é casado, mas me diz o que fazer
Porque quando a piroca tem dona é que vem a vontade de fuder

Então mama, pega no meu grelo e mama
Me chama de piranha na cama
Minha xota quer gozar, quero dar, quero te dar

Eaí Catra, o meu grelo já tá latejando. Qual vai ser? Manda o papo negão...
(Catra)
Quando eu te vi no portão, de trancinha, tamanco e vestido azul
Logo latejou o meu pau e ali logo vi que piscou o seu cu
Puxei sua calcinha de lado e dei três cuspidas pro meu pau entrar
Então eu fiquei assustado, porque você só queria mamar

Então mama, pega minha vara e mama
Vem deitar na minha cama
Aah... Maravilha
Mama, Olha bem pra mim e mama
Mama o meu saco...
Ah, eu vou me apaixonar

Pô Valesca... Você sabe que no meu harém de mulheres tem mais de cem, mas você foi a única que se ligou que uma mamada e um copo d'água não se nega a ninguém...
E hoje quando eu te peço
Mama...
Você vem me mamar com calor
Você vem me mamar com amor
Então mama por favor
Mama por favor

(Valesca)
Então mama, pega no meu grelo e mama
Me chama de piranha na cama
Que isso, caralho? (Vem mamar)

(Catra)
Mama, olha bem pra mim e mama
Ou me mama ou eu saio
Mama... Ah, eu vou me apaixonar

(Valesca)
Então mama
Quero gozar, vai
Por favor, mama, mama, mama negão!
Mama... 
Tenho ou não razão?

Com o fim do respeito ao seu próprio ser o homem e a mulher estão agora reféns da vulgaridade, expressando isso com o seu próprio corpo e assassinando o Ser. Não vêm mais horizontes e se atiram no lamaçal medíocre da idiotice, da banalização do corpo, da sanha absurda em se tornarem um nada, perdendo o mais importante de suas vidas: a auto-estima; com isso perdem também a própria alma.

Como então vamos ter homens de honra nos dias de hoje se isso está fora de moda? As mulheres se vulgarizam em tudo e não reconhecem mais o cavalheirismo, a ética e a sensibilidade masculina; creditando essa deferência máxima da educação masculina àqueles que se afeminaram, também outro costume imposto aos homens. 

Aqui não me refiro a homossexualidade e sim a feminilização, coisas diferentes para serem tratados em esferas diferentes. Ser homossexual não significa ter obrigatoriamente a necessidade de transfigurar o próprio corpo. Aqui estou sendo "bonzinho" pois é um assunto que por conta de uma outra moda está transformando o país em  palco carnavalesco e ringue para lutas bestiais, como se opções possam ser impostas à força.

Onde vamos encontrar homens de honra? Homens que respeitem a mulher e que por elas são também respeitados?

O respeito deve ser mútuo e, portanto, para manifestá-lo é necessário ter o aprendizado de berço, na família; primeiro momento da educação. 

Sem a noção do que é família e sem ter vivido essa experiência máxima da vida é difícil encontrarmos homens de honra, a não ser que os forjemos a ferro e fogo, o que também é possível, se não, vejamos, a partir de um aprendizado imposto por àqueles que, embora depois desvirtuando-a, souberam enobrece-la no seu tempo: a Máfia.

Dez ensinamentos dos "mafiosos" que são mais éticos do que perambular na rua de bunda de fora e contorcendo-se com seus silicones à mostra:

1- Respeite a sua família: Em uma das cenas do filme "O Poderoso Chefão", quando o cantor "Jhonny Fontane" vai pedir um favor ao Don "Vito Corleone", a primeira coisa que este pergunta é: "Você tem cuidado de sua família? Um homem que não cuida de sua família não é um homem de verdade". A nossa família é a nossa base mais importante, cuidou de nós durante toda a nossa vida, nada mais justo que depois de homens, nós cuidemos dela. 

2- Jamais cobice a mulher de seu amigo: Aquela velha história que "mulher de amigo meu pra mim é homem" é levada a sério dentro da máfia, sendo uma das únicas formas autorizadas para uma "vendetta" fora dos negócios. Existem bilhões de mulheres no planeta, amizades são pouquíssimas e acreditem, valem muito. 

3- Respeite seus inimigos: Sempre ouvi a frase "mantenha os amigos por perto, e os inimigos mais perto ainda." Nunca subestime uma pessoa, você jamais saberá ao certo do que ela é capaz. Se você sabe que alguém tem algo contra você, mantenha sempre um pouco de atenção nela, afinal, o seguro morreu de velho. 

4- Respeite a sua mulher: O casamento, assim como a família, é algo extremamente importante para a máfia. Um mafioso pode ter quantas "gomares" (amantes) quiser, mas, em hipótese alguma pode desrespeitar ou deixar faltar algo para a esposa. Afinal, estar com ela foi uma opção dele, e um homem de verdade honra as suas escolhas.

5- Guarde seus pensamentos para você: Um grande amigo meu sempre disse que "opinião é igual c*, não é porque você tem, que deve sair dando". Na máfia eles levam esse pensamento à sério, você tem a hora e o lugar pra expor suas idéias, faze-lo na hora errada pode significar uma "passagem" prematura para o outro mundo. 

6- Valorize os favores: Ao contrário do que se pensa, nem tudo na máfia gira em torno de dinheiro, como já dizia aquela propaganda de cartão de crédito: "Existem coisas que o dinheiro não compra", gratidão e fidelidade são algumas delas. Na "Cosa Nostra" é comum o termo "Sicuro di favori", algo como "Cofre de favores". Para eles, ter um favor para trocar com você, muitas vezes, vale mais do que dinheiro. 

7- Delegue funções: Nenhum mafioso cuida da organização inteira sozinho. O "Capo di tutti capi" delega funções aos "capos", que delegam aos "cominciato", que delegam aos "soldati" que contam com a ajuda dos "collaboratori"... Com esse método, eles sabem o que cobrar de quem, e perde-se pouca informação em caso de morte ou prisão de algum membro. 

8- Mantenha seus compromissos: Nada é mais importante dentro da máfia do que ser considerado um "uomo d'onore". Portanto, sempre cumpra o combinado, respeite os prazos e NUNCA prometa o que você não pode cumprir. 

9- Nunca desperdice uma boa idéia: Se existem pessoas que sabem aproveitar idéias nesse mundo, são os mafiosos. A máfia se infiltrou em praticamente TODOS os negócios ilegais e legais na Itália e em grande parte da Europa, simplesmente por não perder nenhuma boa idéia. Mesmo que algo não seja viável para aquele momento, o "projeto" é guardado para ser colocado em prática em outra hora.

10- Respeite seu chefe: Na máfia, você desrespeitar seu superior é o atalho mais rápido para o outro mundo. No seu emprego, a consequência não será tão trágica, mas, a possibilidade de ser demitido e voltar a distribuir currículos sem uma boa carta de recomendação nas mãos, também não é agradável. E lembre-se, quando se é chefe, deve-se respeitar a "memória" de seu antecessor, afinal mesmo entre os ladrões ainda existe honra.

Bem, na verdade, abordei mais de um tema neste texto, entretanto o que vale é a intenção de colaborar para a vida e que essa, a vida de cada um, seja plena de felicidade neste mundo. 

Sejamos pois, "uomo d'onore".